Opinião: A surpresa mais simpática desde 1958
Os motivos pelos quais a derrota contra a Bélgica não precisa ser tão chorada

Choremos a derrota do Brasil, sempre triste. Lamentemos aquela bola de Thiago Silva, aos 8 minutos, que foi dar na trave belga. Perguntemos por que tanto insistir com Gabriel Jesus, que tinha função tática, ok, mas a um centroavante cabe marcar gols. Desconfiemos das cenas exageradas de Neymar. Fiquemos com pena do cartão amarelo que tirou Casemiro das quartas de final. A lista é imensa, interminável. É sempre assim. Mas que tal um pouco de afastamento – prematuro, talvez, ainda dói – para entender o feito da Bélgica de Courtois, Hazard, De Bruyne e Lukaku? Sabíamos da qualidade desses jogadores, é claro, por atuarem em clubes europeus que estão o tempo todo na televisão. Sabíamos das boas chances de a Bélgica ir bem na Copa da Rússia, e as primeiras partidas, até mesmo a difícil virada contra o Japão (3 x 2), nas oitavas, indicavam que algo ali ia muito…
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