O VAR à brasileira
Trazer o árbitro de vídeo para os campeonatos estaduais foi um grande acerto. Mas falta algum ajuste para eliminar a chiadeira dentro e fora de campo

Não se pode dizer que o futebol brasileiro tenha sido pego de surpresa. Afinal, a Copa do Mundo de 2018 já havia apresentado aos torcedores uma novíssima e agora incontornável figura dos gramados e suas cercanias: o árbitro de vídeo, conhecido pela sigla VAR, que nasceu para diminuir as marcações incorretas da arbitragem — e apenas diminuir, já que é praticamente impossível erradicá-las por completo. E, no entanto, o socorro eletrônico ainda parece um corpo estranho, sobretudo por impactar diretamente a cadência e a dinâmica do jogo. Não há, ressalve-se, remédio contra a sensação frustrante de comemorar um gol e, alguns minutos depois, ter de engolir a vibração.
Antes que os detratores do árbitro de vídeo saiam com cartazes em punho pedindo a abolição da novidade, é preciso iluminar uma constatação relevante: não houve sequer um único erro crasso de avaliação do comitê de juízes encastelados nas 44 partidas que…
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