O rei e seu manto verde-amarelo
Campeão mundial aos 17 anos, Pelé devolveu a autoestima da seleção e consagrou-se em 1970 como maestro do melhor time de todos os tempos

Pelé morreu nesta quinta-feira, 29, aos 82 anos, “em decorrência de falência de múltiplos órgãos, resultado da progressão do câncer de cólon associado à sua condição clínica prévia”. Quando o Rei estreou com a camisa canarinho, em julho de 1957, entrando no segundo tempo de uma derrota para a Argentina no Maracanã, o Brasil ainda lambia as feridas da tragédia do Maracanazo. O fiasco no Mundial da Suíça, em 1954 – derrota incontestável para a poderosa Hungria – em nada havia ajudado na recuperação da autoestima da torcida. Mas a visão daquele jovem craque desfilando sua habilidade no escrete nacional conseguiu levantar os ânimos do país: em fevereiro de 1958, quatro meses antes do início da Copa da Suécia, o cronista Nelson Rodrigues já havia chamado Pelé de “Rei” e previsto que seria ele o responsável pela redenção da Seleção, com a conquista do tão sonhado título em terras escandinavas.
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