O que explica o êxito de técnicos portugueses — e o atraso dos brasileiros
O sucesso retumbante de Jorge Jesus e Abel Ferreira abriu portas aos profissionais lusitanos e escancarou o declínio dos ‘professores’ nacionais

Entre uma e outra referência a seu compatriota, o Nobel de Literatura José Saramago (1922-2010), o técnico Abel Ferreira destrinchou em seu recém-lançado livro, Cabeça Fria, Coração Quente (Garoa Livros), alguns dos segredos que o levaram ao bicampeonato da Libertadores pelo Palmeiras. Tudo passa pelos detalhes — ou pormenores, como costumam dizer pelos lados de Lisboa —, a exemplo dos slides com recomendações táticas aos atletas, os pedidos especiais às cozinheiras ou ainda a alteração na forma de irrigar o gramado do Allianz Parque. Abel já entrou para os anais do futebol brasileiro, seguindo os passos de Jorge Jesus, o Mister, eternizado na Gávea como comandante do histórico Flamengo de 2019. Desde então, grandes equipes vêm seguindo a receita lusitana. O próprio rubro-negro e o Corinthians investiram alto em portugueses para 2022 e o Botafogo, recém-comprado por um milionário americano, deve fazer o mesmo.
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