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O dilema de Rogério Ceni, um campeão contestado no Flamengo

Ex-goleiro chega a cinco títulos em quatro anos como técnico, mas está bem longe de ser unanimidade; mesmo com contrato, permanência ainda será rediscutida

Por Klaus Richmond6 min de leitura
Rogério Ceni
Rogério CeniLucas Figueiredo/CBF

Rogério Ceni classificou, ainda no gramado do Morumbi, como um “all-in” (termo utilizado no pôquer quando um jogador aposta todas as fichas disponíveis na mesa) a estratégia que adotou para chegar ao primeiro título com o Flamengo, o quinto de sua nova carreira, mas o de maior relevância até aqui após as conquistas da Série B, Copa do Nordeste e o bicampeonato cearense com o Fortaleza.

A jogada foi aparentemente simples, sem “glamour”: recuar Willian Arão para a zaga, até então intocável num meio de campo vencedor, e abrir espaço para Diego, meia e camisa 10 da escola mais antiga, cumprir uma função atípica na carreira, como volante que inicia as jogadas. O efeito foi imediato, com sete vitórias a partir do primeiro teste na 30ª rodada, a mais importante delas diante do Inter, concorrente direto.

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