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Futebol brasileiro deixa a bola de lado e sucumbe às confusões extracampo

Ameaça de boicote à Copa América, escândalo sexual na CBF, rixas nas redes sociais: o tempo é de crise no esporte

Por Luiz Felipe Castro4 min de leitura
PRESENTE E PASSADO - Em campo: Neymar (à esq.), Tite (no alto) e João Saldanha: caneladas políticas -
PRESENTE E PASSADO - Em campo: Neymar (à esq.), Tite (no alto) e João Saldanha: caneladas políticas -

“Quando nasce um brasileiro, nasce um torcedor.” Essa foi a mensagem inicial do aguardado manifesto preparado pelos jogadores da seleção a respeito da realização da Copa América no país. Dias antes, o técnico Tite e o volante Casemiro garantiram que havia algo relevante a ser dito “no momento oportuno” sobre a competição cujas sedes originais, Colômbia e Argentina, abriram mão devido a tensões sociais e à pandemia, e que a CBF chamou para si, em tabelinha afinada com a Conmebol e o governo federal. O clima de mistério incendiou o ambiente na confederação e abriu margem para criativas interpretações. Na política, as diferentes correntes ideológicas imediatamente escolheram seus heróis e vilões. No fim, o objetivo sempre foi um só, o mesmo de sempre: fugir completamente do debate.

Tite, logo ele, sempre ensaboado e político (no sentido de escapar dos temas embaraçosos com seu linguajar empolado), foi a grande vítima das…

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