Em uma noite de pura emoção e reviravoltas no Estádio Louis II, o Paris Saint-Germain mostrou força mental para superar um início desastroso e vencer o Monaco por 3 a 2. O duelo, válido pela ida das oitavas de final da UEFA Champions League, teve de tudo: vantagem de dois gols para os mandantes, pênalti defendido, lesão de estrela, expulsão e um herói improvável vindo do banco de reservas.

O atual campeão europeu viu sua invencibilidade ameaçada logo nos primeiros minutos, mas contou com a estrela do jovem Désiré Doué, que substituiu o lesionado Dembélé para mudar a história do confronto. Com o resultado, o time de Luis Enrique joga pelo empate na partida de volta, marcada para a próxima semana no Parque dos Príncipes, para avançar às quartas de final.

Início avassalador e a entrada decisiva

O jogo começou em ritmo frenético para os donos da casa. Antes mesmo do primeiro minuto ser completado, o Monaco aproveitou uma saída errada de Nuno Mendes. Golovin cruzou e Balogun, oportunista, abriu o placar de cabeça. O PSG sentiu o golpe e, aos 18 minutos, viu o cenário piorar: em um contra-ataque veloz, Akliouche serviu Balogun, que venceu a zaga e tocou na saída de Safonov para fazer 2 a 0.

A reação parisiense parecia que seria frustrada quando, aos 21 minutos, Vitinha desperdiçou um pênalti sofrido por Kvaratskhelia, parando em uma grande defesa do goleiro Kohn. Para piorar, Ousmane Dembélé sentiu lesão e precisou sair. No entanto, foi essa alteração que mudou o destino do jogo. Désiré Doué entrou aos 25 e, quatro minutos depois, descontou com um chute cruzado. A pressão aumentou e, antes do intervalo, Hakimi aproveitou rebote de um chute do próprio Doué para empatar a partida em 2 a 2.

Expulsão determinante e a virada

Se o primeiro tempo terminou com o PSG em ascensão, o segundo começou com um banho de água fria para o Monaco. Logo aos 49 minutos, Golovin, que havia dado a assistência para o primeiro gol, foi expulso após revisão do VAR por uma entrada dura. Com um jogador a mais, o domínio parisiense tornou-se absoluto.

A virada consumou-se aos 66 minutos. Em uma jogada trabalhada de pé em pé, a bola chegou novamente a Doué. O atacante, iluminado, bateu rasteiro para marcar seu segundo gol no jogo e o terceiro do PSG. O Monaco ainda tentou reagir com mudanças e reclamações de pênalti, mas o goleiro Kohn precisou trabalhar para evitar uma goleada maior, salvando chutes perigosos de Barcola e Kang-In Lee no final. O placar de 3 a 2 premia a resiliência dos visitantes e pune os erros disciplinares e defensivos dos anfitriões.