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Como a Inglaterra acabou com a barbárie das torcidas

Cenas como as da semana passada em Joinville eram rotina no país há trinta anos. Mas, pondo os vândalos na cadeia e construindo estádios modernos, as autoridades jogaram os brigões para escanteio

Por Alexandre Salvador e Pieter Zalis7 min de leitura
SELVAGERIA IMPUNE - Da horda de arruaceiros, alguns já identificados, apenas três estão presos: um deles é Leone Mendes da Silva, o Curimim (acima, com um pedaço de madeira nas mãos), torcedor do Vasco
SELVAGERIA IMPUNE - Da horda de arruaceiros, alguns já identificados, apenas três estão presos: um deles é Leone Mendes da Silva, o Curimim (acima, com um pedaço de madeira nas mãos), torcedor do Vasco

O futebol é o esporte nacional. Nós o demos ao mundo. Mas sua imagem dentro do nosso país foi muito manchada.” Essa definição, triste e precisa, sintetiza o estado atual do futebol brasileiro. Não há dúvida: de costas para o gramado, 2013 foi um ano perdido. Em fevereiro, um sinalizador disparado pela torcida do Corinthians matou um garoto de 14 anos em Oruro, na Bolívia. Doze brasileiros foram presos, mas por falta de provas (e pela conveniente confissão de um torcedor menor de idade) todos foram liberados. Para encerrar a temporada, no domingo 8, torcedores do Atlético-PR e do Vasco promoveram uma batalha no estádio de Joinville, em Santa Catarina, na última rodada do Campeonato Brasileiro. Ninguém morreu, embora a brutalidade das duas torcidas fosse suficiente para reverberar as estatísticas da violência no futebol – foram trinta mortes apenas neste ano. Lembra-se da definição que abre esta reportagem? Explica o…

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