Aranha sobre racismo: ‘Causo um constrangimento necessário’
Luta do goleiro ganhou destaque após ser chamado de macaco em jogo contra o Grêmio, em Porto Alegre

Mário Lúcio Duarte Costa, o Aranha, tornou-se um militante da questão racial no Brasil muito anos antes de ter sido chamado de “macaco”, quando defendia o Santos, por torcedores do Grêmio, em jogo pela Copa do Brasil, em 2014. Estudioso, o goleiro da Ponte Preta cita de memória autores e passagens da história do negro no Brasil e luta contra a vitimização e uma visão distorcida dos fatos.
Aranha se tornou uma referência no tema e costuma ser convidado com frequência para dar palestras em escolas e instituições federais. Antes da Olimpíada, ao lado da judoca Rafaela Silva, foi uma das estrelas da campanha “Por uma Olimpíada sem racismo”, do Ministério da Justiça e Cidadania. Tem preocupação extrema com o que chama de vitimização. “Já ouvi várias vezes que estava me aproveitando da situação para me colocar como vítima. Em alguns casos, quem sofre injúria racial no Brasil é visto…
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