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A Copa da miscigenação

A presença cada vez maior de ídolos estrangeiros ou com raízes coloniais aquece a boa briga contra o racismo, a xenofobia e o nacionalismo populista

Por Luiz Felipe Castro4 min de leitura
PROTESTO - Romelu Lukaku: o belga diz ver o preconceito no futebol em seu auge -
PROTESTO - Romelu Lukaku: o belga diz ver o preconceito no futebol em seu auge -AFP or licensors

Teve início na última semana a Eurocopa mais multicultural de todos os tempos. A pluralidade não se dá apenas pelo fato de a edição comemorativa de sessenta anos da competição ser jogada em onze países (Alemanha, Azerbaijão, Dinamarca, Escócia, Espanha, Holanda, Hungria, Inglaterra, Itália, Romênia e Rússia), mas pelas raízes de vários de seus protagonistas. O fenômeno precede a globalização, já que desde a primeira Copa do Mundo, há 91 anos, havia atletas naturalizados. Agora, porém, ganhou escala sem precedentes. Cerca de 15% dos inscritos da Euro 2020 (adiada em um ano por causa da pandemia) são estrangeiros ou filhos de imigrantes.

A equipe mais miscigenada é justamente a principal favorita, a atual campeã mundial França, com dezesseis atletas descendentes de antigas colônias como Congo, Mali, Argélia, Tunísia e Guadalupe. Trata-se, também, da Euro mais politizada, um reflexo da fervura desse caldeirão étnico. Temas como racismo, xenofobia e os efeitos…

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