Saint-Maximin deixou o América, do México, depois de apenas 16 partidas, após denunciar ataques racistas contra suas filhas. Tratado como uma das principais contratações do futebol mexicano nos últimos anos, o atacante francês ex-Newcastle teve a saída oficializada pelo clube na noite do último sábado.
Contratado em agosto do ano passado, o francês tinha contrato até junho de 2027 e pediu a rescisão por conta dos ataques à sua família. Segundo a imprensa local, o episódio de racismo teria ocorrido no ambiente escolar das filhas. O clube confirmou a saída em suas redes e agradeceu o jogador pelo período em que defendeu a equipe.
Em postagem em suas redes sociais, o atleta denunciou os ataques às suas filhas e declarou que não toleraria esses episódios. “O problema não é a cor da pele, é a cor dos pensamentos. Podem se atacar a mim, eu aprendi a lidar com isso. Mas nunca aceitarei que ataquem meus filhos. A proteção dos meus filhos é minha prioridade. Vou lutar com todas as minhas forças para que sejam respeitados e amados, independentemente de suas origens ou da cor da pele”, afirmou o jogador.
Clube se manifestou contra o racismo

Jogadores do América se manifestaram em apoio à família de Saint-Maximin – Reprodução/X
Antes da vitória contra o Necaxa, no dia da saída de Saint-Maximin, os jogadores do América entraram em campo usando camisetas com a frase “Não ao racismo”. A mesma mensagem estava estampada nas camisas dos atletas durante a partida.
Em entrevista coletiva após vitória, o treinador André Jardine lamentou o ocorrido e elogiou o jogador: “O que existiu foi o que ele (Saint-Maximin) mesmo publicou em suas redes sociais, lamentavelmente, um ato de racismo com as suas filhas, que já teria se repetido mais de uma vez. Isso é algo que ele não tolera e nós também não. Infelizmente aconteceu e fica aqui o nosso pedido para combatermos o racismo com todas as nossas forças, porque isso já não tem mais espaço”.





