Giorgian Arrascaeta, meia e camisa 10 da seleção uruguaia, gerou repercussão nesta semana ao comparar suas características de jogo e dizer que sofre na equipe celeste. Em entrevista ao podcast 10 & Faixa, comandado pelo ex-jogador Diego Ribas, o jogador destacou seu estilo mais ofensivo e técnico e confirmou que se encaixaria melhor atuando pela seleção brasileira.
Arrascaeta, que veste a camisa da seleção do Uruguai desde 2014, explicou que o perfil mais defensivo, físico e de contra-ataques da equipe uruguaia, agora sob o comando de Marcelo Bielsa, dificulta a expressão de seu futebol criativo. “Pelo meu estilo de jogo, eu me encaixo mais na seleção brasileira do que na seleção do Uruguai, pelas características de jogo que o Brasil sempre teve”, disse o camisa 10, ressaltando que o jogo da Celeste exige muito contato físico e resistência.
Ele ainda relembrou as dificuldades com o esquema sob a gestão de Óscar Tabárez, quando o jogo era ainda mais intenso e de grande pressão defensiva, especialmente para quem atua com criatividade no meio: “Era um jogo de contato, ida e volta, acabava sofrendo bastante, não só eu, mas quem jogava nessa posição com as minhas características”.
A declaração ocorre em um período de preparo para a Copa do Mundo de 2026, competição que marcará a terceira participação de Arrascaeta com o Uruguai, após ter sido convocado ainda jovem e disputado as edições de 2018 e 2022.

Arrascaeta é ’10 e faixa’ do Flamengo – Gilvan de Souza/Divulgação/Flamengo
Arrascaeta pela seleção uruguaia
Desde sua estreia pela seleção uruguaia em 2014, Arrascaeta tornou-se um dos jogadores mais observados da equipe, principalmente pela experiência construída no futebol brasileiro com o Flamengo e, anteriormente, pelo Cruzeiro.






