O ex-jogador francês Franck Ribéry se manifestou publicamente para desmentir os boatos que circularam nas redes sociais ligando o seu nome ao caso de Jeffrey Epstein. Após a divulgação de documentos judiciais relacionados ao financista norte-americano, condenado por crimes sexuais, diversos nomes de personalidades foram citados, mas o de Ribéry não consta nos registros oficiais e se trata de uma montagem.

Diante das acusações, o ídolo do futebol francês anunciou que tomará medidas legais contra os responsáveis pela criação e disseminação das informações falsas que associam sua imagem a crimes de pedofilia e tráfico sexual.

A reação do ex-jogador

A polêmica teve início quando listas falsas começaram a viralizar em plataformas como o X (antigo Twitter), inserindo o nome de Ribéry entre os supostos frequentadores da ilha de Epstein. O ex-atleta, que marcou época no Bayern de Munique, utilizou suas redes sociais para expressar sua indignação.

Em comunicado, Ribéry afirmou que jamais teve qualquer tipo de relação com Jeffrey Epstein ou com as atividades ilícitas investigadas pela justiça dos Estados Unidos. Ele classificou as postagens como difamatórias e prejudiciais à sua honra e à de sua família.

A equipe do ex-jogador reforçou que a verificação dos documentos oficiais liberados pela juíza Loretta Preska, de Nova York, comprova a ausência de qualquer menção ao francês.

Ribery em polêmicas extracampo

Atualmente aposentado dos gramados e integrando a comissão técnica da Salernitana, da Itália, Ribéry já havia sido citado em polêmicas extracampo. Em abril de 2010, a emissora francesa M6 noticiou que quatro jogadores da seleção francesa eram investigados como clientes de uma rede de prostituição ligada a uma boate em Paris, com suspeita de envolvimento de menores de idade.

No mesmo dia, as informações constaram que dois deles eram Franck Ribéry e Karim Benzema. Em depoimento, Ribéry admitiu ter tido relação com uma acompanhante, mas afirmou desconhecer que ela era menor.

A investigação prosseguiu por anos e, em novembro de 2011, promotores pediram o arquivamento do caso contra Ribéry e Benzema ao sustentar que não havia prova de que soubessem que a jovem tinha 16 anos à época dos fatos. Ainda assim, em junho de 2013, o caso foi ao tribunal e teve início em janeiro de 2014, em Paris, mas foi encerrado dias depois, quando o juiz concluiu não haver evidências suficientes de conhecimento sobre a menoridade da acompanhante.