Acervo · Esporte
Balotelli, o indomável: um craque em estado bruto na Copa
Na contramão dos ídolos pasteurizados do futebol atual, astro italiano segue suas próprias regras – e contabiiza golaços e confusões em igual proporção

De uma vez por todas, a Copa das Confederações marca a chegada do processo civilizatório da Fifa ao futebol brasileiro. Estádios com cadeiras numeradas e sem alambrado, parecidos entre si como o interior de um shopping center; profissionalização dos rituais do jogo, desde o aquecimento nos vestiários até as entrevistas dos jogadores; ídolos que decoraram a cartilha do politicamente correto de cor e salteado. Se, na organização do evento, o chamado padrão Fifa vem se provando poderoso a ponto de endireitar até mesmo o jeitinho brasileiro, dentro dos gramados sua aplicação é ameaçada apenas por um nome: Mario Balotelli. Aos 21 anos, prolífico em gols e polêmicas, o indomável italiano já deixou claro que, para o bem e para o mal, segue suas próprias regras – até porque, desde pequeno, acostumou-se a romper todas elas.
Filho de imigrantes ganeses e nascido em Palermo, foi criado em Brescia por uma família…
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