Acervo · Copa do Mundo
Messi e o incessante sonho de ser profeta em sua terra
Craque fez um gol contra o México e abriu a porta da salvação para a Argentina. Segue viva a eterna – e talvez injusta – comparação com Diego Maradona

LUSAIL – Ele já sabia que seria assim. Em sua quinta Copa, aos 35 anos, Lionel Messi teria de uma vez mais levar nos ombros o peso do mundo – ou melhor, teria de carregar nas costas a infinita sombra de Diego Armando Maradona. Não dá para ser argentino e jogador de futebol sem levar na outra ponta da balança a história, as conquistas e o jeito de ser de El Diez. É inevitável. No Brasil, a bem da verdade, a figura de Pelé não incomoda – porque o Rei é de outra galáxia, está em praleteira inalcançável, e porque ao longo das décadas brotaram outros grandes jogadores da canarinho em cinco títulos mundiais. Na Argentina é diferente. Há uma única referência.
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