Acervo · Copa do Mundo
A boa novidade da estreia: temos um camisa 9
O carismático Richarlison entrou na galeria dos grandes personagens do Brasil em Copas ao marcar dois gols contra a Sérvia – um deles, uma pintura

DOHA – O que seria de uma Copa do Mundo sem o Sobrenatural de Almeida – o personagem que Nelson Rodrigues usava para explicar tudo de ruim que acontecia com o seu Fluminense -, mas um Sobrenatural ao avesso, afeito a boas surpresas. Foi o que aconteceu com Richarlison, que andava apático e um tanto desligado no primeiro tempo contra a Sérvia. Eis que, ao voltar para a segunda etapa, fez história – uma estreia desse calibre, em Copa, faz qualquer um subir de patamar. Haverá, nos próximos dias, natural interesse pelo personagem, talvez o mais carismático e espontâneo da seleção. Ele é carismático, espontâneo, querido pelas crianças… e faz gols. Richarlison sabia, antes de chegar ao Catar, ter um único objetivo: balançar as redes. Havia imensa pressão. Aos 25 anos, contudo, levava a cobrança com a leveza possível.
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