As novidades e curiosidades sobre o mercado de uniformes de futebol. Afinal, camisa pesa
Coleção de agasalhos, bermudas e a camisa reserva da seleção são produzidas pela Jordan – Nike/Divulgação
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A seleção brasileira e a Nike lançaram nesta quinta-feira, 12, em São Paulo, o uniforme 2 e os agasalhos para a Copa do Mundo. As peças de jogo são predominantemente na cor azul, com detalhes em preto. É a primeira vez que a linha Air Jordan expõe a sua marca em uma seleção. Ronaldinho Gaúcho teve uma aparição relâmpago no evento.
A Air Jordan entrou no futebol no Paris Saint-Germain, em 2018, mas nunca havia exibido o Jumpman na camisa de uma seleção. Nas camisas de jogo, a silhueta do seis vezes campeão da NBA pelo Chicago Bulls aparece em amarelo, na altura do ombro direito do jogador.
O número é branco, com contornos em amarelo, posicionado no centro da peça e o emblema da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) maior do que nos últimos anos. A tipografia da letra do nome do atleta para a Copa do Mundo ainda é uma incógnita. O modelo utilizado no evento, com letras em formato de grafismos de rua, não necessariamente será o utilizado.
Nas laterais, a camisa apresenta tons em azul e contornos em amarelos. O mesmo desenho acompanha o shorts, também com os detalhes nas novas cores. O meião é preto.
Coleção de agasalhos, bermudas e a camisa reserva da seleção são produzidas pela Jordan - Nike/DivulgaçãoColeção de agasalhos, bermudas e a camisa reserva da seleção são produzidas pela Jordan - Nike/DivulgaçãoColeção de agasalhos, bermudas e a camisa reserva da seleção são produzidas pela Jordan - Nike/DivulgaçãoColeção de agasalhos, bermudas e a camisa reserva da seleção são produzidas pela Jordan - Nike/DivulgaçãoColeção de agasalhos, bermudas e a camisa reserva da seleção são produzidas pela Jordan - Nike/DivulgaçãoColeção de agasalhos, bermudas e a camisa reserva da seleção são produzidas pela Jordan - Nike/DivulgaçãoColeção de agasalhos, bermudas e a camisa reserva da seleção são produzidas pela Jordan - Nike/DivulgaçãoColeção de agasalhos, bermudas e a camisa reserva da seleção são produzidas pela Jordan - Nike/DivulgaçãoColeção de agasalhos, bermudas e a camisa reserva da seleção são produzidas pela Jordan - Nike/DivulgaçãoColeção de agasalhos, bermudas e a camisa reserva da seleção são produzidas pela Jordan - Nike/DivulgaçãoColeção de agasalhos, bermudas e a camisa reserva da seleção são produzidas pela Jordan - Nike/Divulgação
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“O Brasil é uma das poucas seleções que combinam performance, conquista, grandeza, com alegria e ginga. A Jordan Brand nasceu assim, fazendo a mistura entre esporte e cultura“, disse Marcelo Trevisan, diretor da Jordan Sports para Ásia, Pacífico e América Latina.
“Fizemos um mergulho profundo na história da seleção brasileira em entedemos que o azul representa toda a tradição e o legado. Mas não estamos aqui para sermos tradicionais, por isso, era o momento de pensar algo mais disruptivo“, completou Mackenzie Sam, designer da camisa.
A marca também ressaltou que Jordan Brand traz uma mentalidade de ápice ao campo, “se inspirando nos tons, padrões e estampas dos predadores mais rápidos e formidáveis do Brasil”. O “elephant print”, característico da marca, acompanha as linhas do uniforme. O tema da campanha de lançamento era “joga sinistro”, com o canarinho na cor preto.
A estreia do uniforme 2 será contra a França, no amistoso preparatório para o Mundial, em 26 deste mês, em Boston, no Estados Unidos.
As camisas estão disponíveis nas versões jogador e torcedor por respectivamente R$ 749,99 e R$ 449,99.
Camisa seria vermelha?
Em abril de 2025, imagens surgidas na internet sugeriam que o segundo uniforme da seleção brasileira seria vermelho. Já naquela época, PLACAR conversou com uma fonte que havia garantido que as camisas seriam em amarelo e em azul para os uniformes 1 e 2 respectivamente.
A proposta, que acabou desagradando boa parte dos torcedores, de cara contrariava o estatuto da própria CBF. O capítulo “Dos Símbolos”, prevê que a alteração só pode ser realizada em jogos festivos. “Os uniformes obedecerão às cores existentes na bandeira da CBF e conterão o emblema […] podendo variar de acordo com exigências do clima, em modelos aprovados pela Diretoria, não sendo obrigatório que cada tipo de uniforme contenha todas as cores existentes na bandeira e sendo permitida a elaboração de modelos comemorativos em cores diversas, sempre mediante aprovação da Diretoria.”
Em junho de 2023, no auge das atitudes racistas contra Vini Jr., o Brasil fez um amistoso na Espanha em que utilizou uma camisa preta. O uniforme foi usado apenas no primeiro tempo contra Guiné.
Um site especializado no vazamento de imagens de camisas chegou a sugerir tons mais vivos, como variações de laranja, rosa e azul claro. A Nike não havia se pronunciado sobre aquela situação e o time pentacampeão não seguiu uma tendência das demais seleções mundiais.
História da camisa azul
O Brasil de azul
O Brasil usou azul pela primeira vez em Copas no Mundial de 1938, mas ainda de forma improvisada. A camisa branca, uniforme oficial, era da mesma cor da utilizada pela Polônia e, por isso, o Brasil adotou um uniforme azul de treino.
Já na Copa de 1958, o Brasil passou a adotar o azul como segundo modelo oficial — o branco seria uma alternativa, mas havia ficado marcado pela derrota na Copa de 1950, em casa, para o Uruguai. A conquista do primeiro campeonato do mundo acabou ajudando na identidade do novo uniforme: vitória sobre a Suécia por 5 a 2.
Ao todo, o Brasil soma 12 jogos com a camisa azul sendo: oito vitórias, um empate e três derrotas (duas delas contra a Holanda), com 25 gols marcados e 17 sofridos.