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Poupar jovens para não queimá-los? Se é bom, tem de jogar

Excesso de zelo criou geração mimada. Com essa mentalidade, eu não teria ido para a Copa, e Pelé e Coutinho não seriam titulares do Santos

Por Paulo Cezar Caju2 min de leitura
Seleção brasileira de 1967
Seleção brasileira de 1967

Volta e meia me atormentam com esses desafios, tipo quem foi melhor: Romário ou Ronaldo Fenômeno, Djalminha ou Riquelme? Mas agora chegou a minha vez de perguntar, mas trago uma questão bem “facinha”: o que é melhor, admirar uma foto recebida pelo zap que mostra uma bela seleção brasileira, de 1967, ou assistir a um dos piores Botafogos da história jogar contra o Nova Iguaçu?

Desliguei a tevê para conferir a escalação do time que papou a Copa Rio Branco após três empates com o forte Uruguai, de Pedro Rocha. Mais uma vez constatei o que já estava cansado de saber, como era fácil montar uma seleção naquele tempo! Que fartura! Nessa, o técnico Aymoré Moreira convocou Félix, Jurandir, beque central do São Paulo, Roberto Dias, quarto zagueiro também do São Paulo, Sadi, do Inter, e Everaldo, do Grêmio, Piazza, Dirceu Lopes e Eduzinho Coimbra, Paulo Borges, do Bangu, Tostão…

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