A mudança do calendário do futebol nacional neste 2026 alterou também a lógica econômica do lançamento de camisas dos times. Com o Brasileirão começando em janeiro, junto dos estaduais, fornecedores de material esportivo precisaram rever os seus prazos para entregar camisas novas para os torcedores.

O que antes era um ciclo relativamente previsível, com uniformes 1 e 2 sendo apresentados entre fevereiro e março, agora exige um cenário de adaptação para as novas regras do futebol brasileiro. Se a falta de alinhamento entre as Séries A e B é um problema já que acontecem em tempos distintos, a reorganização forçada mostra um modelo que caminha para a profissionalização.

Sócio-diretor da Volt Sport, Fernando Kleimmann, entende que empresas com maior flexibilidade operacional tendem a ganhar protagonismo. No calendário nacional, um time na Série B pode muito ter chance de acesso à Série A, mas correr o risco de queda ao mesmo tempo.

“Esse cenário, para a Volt, acaba sendo uma vantagem, porque temos um modelo flexível e integrado. Conseguimos ajustar rapidamente produção, mix de produtos, lançamentos e distribuição de acordo com o momento de cada clube, algo que marcas com estruturas globais e menos adaptáveis não conseguem fazer no curto prazo”, disse Kleimmann.

Volt, do diretor Fernando Kleimmann, soube se adequar ao calendário

Volt, do diretor Fernando Kleimmann, soube se adequar ao calendário

As camisas 3 também entram em cena quando o assunto é mudança no calendário.

Com a temporada começando mais cedo, cresce a tendência de redistribuir os lançamentos ao longo do ano, diluindo picos de oferta e criando novas janelas comerciais. Bruno Brum, diretor da End to End, agência responsável pelo concurso Manto da Massa com o Atlético-MG, comentou que essa programação precisa começar mais cedo do que de costume.

“Com um calendário antecipado, os clubes e marcas precisam iniciar esse processo muito antes, desde o design até a produção e a estratégia de marketing. Isso também impacta o segundo semestre, porque as camisas 3 e as edições comemorativas passam a disputar atenção com um calendário mais apertado e um torcedor que já foi impactado por mais lançamentos ao longo do ano”, concluiu Brum.