A ‘neura’ do Mundial
Solidário na derrota do Palmeiras para o Chelsea, Comentarista do Futuro vai a 1951, muda letra da ‘musiquinha’ e fala do masoquismo no futebol

“O futebol brasileiro não tem memória”, está aí algo de que todos se lembrarão daqui a 71 anos. Numa análise mais profunda, me arrisco a dizer, caros torcedores e torcedoras de 1951, que o tempo nos fará desenvolver com o “esporte bretão” uma estranha relação de culto ao fracasso, sendo pródigos e infalíveis em guardar nomes e detalhes dos momentos de tristeza e derrota — e não das vitórias. Um bom exemplo é a perda da tão sonhada Copa do Mundo, há um ano e seis dias (ainda contabilizamos…), que atravessará décadas como incômoda presença nas campanhas da seleção canarinho, revivida a cada reencontro com a Celeste. O mesmo não vai se verificar com a épica redenção que hoje todos festejam nas ruas, após conquista do Palmeiras (em final com a Juventus, da Itália) que deu a nós, brasileiros, o orgulho de, enfim, erguermos um título mundial de clubes. Pois…
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