No gélido estádio Jan Breydel, onde os termômetros marcavam -6ºC, o calor ficou por conta de uma partida memorável. O Club Brugge mostrou uma resiliência impressionante para buscar um empate por 3 a 3 contra o Atlético de Madrid, nesta quarta-feira, 18, pelo jogo de ida dos playoffs da UEFA Champions League. Os espanhóis chegaram a abrir dois gols de vantagem e, posteriormente, ficaram novamente à frente no placar com um gol contra, mas a persistência belga foi premiada com um gol salvador validado pelo VAR nos acréscimos.

Vantagem Colchonera construída na eficiência

O início do confronto foi marcado pelo estudo mútuo, mas o cenário mudou rapidamente devido a um erro individual. Aos 7 minutos, Seys tocou a bola com a mão dentro da área, e o árbitro, após consulta ao monitor, assinalou pênalti. Julián Álvarez cobrou com firmeza, deslocando Mignolet e abrindo o placar. O gol não abateu os donos da casa, que tentaram responder com chutes perigosos de Tresoldi e Onyedika, parando em grandes defesas de Oblak.

Quando o primeiro tempo parecia caminhar para uma vitória mínima dos visitantes, o Atlético foi letal. Nos acréscimos, após cobrança de escanteio e desvio de Griezmann, Lookman apareceu livre na pequena área para ampliar a vantagem. O 2 a 0 no intervalo premiava a eficiência cirúrgica do time de Diego Simeone, que soube sofrer e bater no momento certo.

A reação fulminante dos donos da casa

A volta do intervalo trouxe um Club Brugge transformado e decidido a reescrever a história do jogo. Logo aos 6 minutos da etapa final, Onyedika aproveitou um rebote de Oblak para diminuir o marcador, incendiando a torcida. A pressão belga tornou-se insustentável para a defesa espanhola, que recuou excessivamente.

Aos 15 minutos, a insistência deu resultado. Diakhon fez grande jogada pela esquerda e cruzou para Tresoldi, que se antecipou à marcação para empatar o jogo em 2 a 2. O momento era todo dos mandantes, que encurralaram o Atlético em seu campo defensivo, buscando a virada histórica.

Drama final: do infortúnio ao alívio do VAR

O futebol, no entanto, é cruel. Aos 34 minutos do segundo tempo, quando o Brugge era melhor, um cruzamento rasteiro de Llorente resultou em uma fatalidade: Ordoñez, na tentativa de cortar, desviou contra o próprio patrimônio, recolocando o Atlético de Madrid em vantagem por 3 a 2. O balde de água fria parecia definitivo.

Mas a equipe belga não se entregou. Já nos minutos finais, aos 45, Tzolis recebeu de Onyedika e finalizou com categoria para as redes. O lance foi inicialmente anulado por impedimento, gerando tensão no estádio. Após a revisão do VAR, a posição legal foi confirmada, validando o 3 a 3 e explodindo o Jan Breydel em festa.