O atacante Vinicius Júnior denunciou ter sido alvo de ofensas raciais nesta terça-feira, 17, durante o confronto entre Benfica e Real Madrid, pela primeira partida dos playoffs da Champions League. O duelo disputado no estádio da Luz foi interrompido por dez minutos após o acionamento do protocolo antirracismo pela arbitragem, aos cinco minutos do segundo tempo.
O incidente ocorreu logo após o camisa 7 marcar o gol que abriu o placar para os espanhóis. Durante a comemoração, o brasileiro iniciou uma discussão acalorada com o jogador argentino Gianluca Prestianni, do Benfica.
O atacante relatou ao árbitro francês François Letexier que teria sido chamado de “mono” (macaco)” pelo adversário.
Diante da denúncia e da visível tensão no gramado, onde jogadores das duas equipes se envolveram em um empurra-empurra, o árbitro paralisou o jogo imediatamente.
Seguindo as diretrizes de “tolerância zero” da Uefa, Letexier executou o primeiro passo do protocolo oficial, interrompendo o jogo. Em seguida, o sistema de som do Estádio da Luz emitiu um comunicado oficial exigindo o fim de qualquer comportamento discriminatório, sob risco de suspensão definitiva da partida. O árbitro coletou os depoimentos de Vini Jr. e dos capitães antes de autorizar o reinício da partida.
Além do conflito no campo, Vini Jr. também apontou para um setor da torcida encarnada, de onde teriam partido insultos e objetos arremessados em sua direção após o gol.
A partida seguiu sob um clima de extrema hostilidade. Este é o segundo caso grave de racismo envolvendo Vinicius Júnior em 2026.
Em janeiro, o jogador já havia sido alvo de cânticos ofensivos em uma partida da Copa do Rei contra o Albacete. A reincidência de ataques em solo europeu aumenta a pressão sobre a Uefa para que as sanções aplicadas aos clubes e jogadores envolvidos sejam mais severas do que as multas pecuniárias tradicionais.









