O técnico Rogério Ceni manifestou o seu descontentamento com a reação de parte da torcida do Bahia, que protestou nas arquibancadas da Arena Fonte Nova, apesar da classificação à final do Campeonato Baiano.
O comandante tricolor abordou as vaias direcionadas à equipe, classificando o ambiente hostil como um obstáculo para o desempenho dos atletas neste início de temporada.
O impacto psicológico das críticas
Ceni argumentou que, embora o torcedor tenha legitimidade para se expressar, a negatividade durante os 90 minutos afeta diretamente a confiança do elenco. Segundo o treinador, o time necessita de suporte para superar as adversidades em campo e manter a concentração necessária para os desafios do ano.
“O torcedor tem todo direito de se manifestar, mas não é isso que vai ajudar o time nesse momento difícil”, declarou Ceni. Ele ressaltou que a pressão excessiva pode levar os jogadores a arriscarem menos e cometerem mais erros técnicos devido ao nervosismo, criando um ciclo que prejudica o resultado final.
Frustração na Libertadores e foco no Estadual
O clima tenso na Arena Fonte Nova é um reflexo direto da eliminação precoce do Tricolor de Aço na Copa Libertadores de 2026. A equipe foi superada pelo O’Higgins, do Chile, na segunda fase preliminar da competição, após uma disputa de pênaltis em 25 de fevereiro. O resultado frustrou a expectativa de uma campanha internacional consistente.
As declarações de Ceni ocorreram após a vitória por 4 a 2 sobre a Juazeirense, partida que garantiu o Bahia na final do Campeonato Baiano. Mesmo com a classificação e o triunfo, as vaias persistiram como eco da queda no torneio continental. O treinador reconheceu o abatimento do grupo e da torcida, classificando a eliminação como um “prejuízo gigantesco”, mas reforçou a necessidade de virar a chave para a decisão estadual.








