Com a suspensão de Júlio Casares do cargo de presidente do São Paulo, o vice Harry Massis Júnior assumiu na semana passada, de forma preventiva, a presidência do Tricolor. O processo foi conduzido pelo Conselho Deliberativo do clube. Agora, os são-paulinos se perguntam o que Massis pode fazer pelo clube.
Dono de uma rede de estacionamentos, o empresário de 80 anos é sócio do São Paulo desde 1964, além de também trabalhar no ramo hoteleiro. Massis fica no cargo preventivamente, até a votação do impeachment de Casares pelos sócios do clube, que tem que ser realizada em até 30 dias.
No primeiro pronunciamento como presidente do clube, Massis afirmou estar decepcionado com a forma com que assumiu o clube, em meio a uma crise política, e prometeu cuidar da instituição. “A presidência que começa hoje tem um compromisso simples e firme: cuidar do clube, proteger a instituição e agir com responsabilidade e transparência. Não é hora de julgamentos precipitados, nem discursos vazios. É hora de trabalho, seriedade e respeito ao nosso torcedor. Peço confiança, paciência e, especialmente, união. O clube é muito maior do que qualquer dirigente, muito maior do que qualquer crise. É por ele que vamos trabalhar todos os dias”, declarou o dirigente.
A primeira ação do novo presidente foi reunir o elenco, buscando dar tranquilidade para o futebol do clube e isolar o CT da Barra Funda de problemas extracampo. Resolver pendências com os jogadores, como atrasos no pagamento de direitos de imagem, também é uma prioridade do novo mandatário.
Até a definição do impeachment de Julio Casares, a atuação de Massis será como a de um pacificador, sem alterar cargos da diretoria, algo pedido pela oposição do clube. A próxima partida do Tricolor será contra a Portuguesa, pelo Paulistão, na próxima quarta-feira, 21, no MorumBis.





