A recente derrota do Liverpool, em pleno Anfield, para o Manchester City por 2 a 1, somada a uma sequência de resultados oscilantes, colocou o técnico Arne Slot no centro de uma tempestade de críticas.

O que se desenhava como uma era de transição esperançosa após a saída de Jürgen Klopp está, rapidamente, se transformando em uma crise de identidade e confiança, levantando a questão inevitável: até quando a diretoria e a torcida terão paciência com o comandante holandês?

Atuações abaixo do esperado e fragilidade tática

O revés mais recente na Premier League expôs, mais uma vez, as fragilidades táticas que têm assolado a equipe nesta temporada. Diferente da intensidade avassaladora característica dos últimos anos, o time sob o comando de Slot tem demonstrado passividade em momentos cruciais e dificuldades para furar bloqueios defensivos organizados. A desconexão entre o meio-campo e o ataque, aliada a erros defensivos individuais, sugere que a adaptação ao estilo de jogo proposto pelo treinador está longe de ser concluída.

A falta de reação imediata dentro das partidas e as substituições que, muitas vezes, não surtem o efeito desejado, têm sido os principais pontos de contestação. Para muitos analistas, o problema transcende o placar adverso: reside na postura da equipe em campo, que carece da energia e da urgência que a camisa dos Reds exige.

Sequência decisiva para o futuro dos Reds

Os próximos compromissos serão determinantes para o futuro de Arne Slot no cargo. O calendário apertado não oferece pausas para respirar, e cada partida passará a ser tratada como uma final. Uma reação imediata é necessária não apenas para somar pontos na tabela, mas para reconquistar a confiança do vestiário e o apoio vindo das arquibancadas.