O atacante Raphinha não hesitou em abordar temas polêmicos fora das quatro linhas. Após receber o prêmio de melhor jogador da temporada passada pela rádio Cadena SER, o camisa 11 do Barcelona questionou a transparência e os critérios adotados em premiações individuais, sugerindo que a política e o relacionamento pessoal muitas vezes pesam mais que o desempenho esportivo.

Críticas ao sistema de votação

A declaração surge em um contexto onde os debates sobre a Bola de Ouro ainda ecoam no cenário internacional. Ao ser perguntado sobre a importância desses troféus, Raphinha foi direto: “Na minha opinião, os prêmios individuais… é complicado. Tem que ser amigo de quem vota.”

Embora o jogador não tenha citado nomes diretamente, a fala reflete um sentimento compartilhado por parte da crítica e da torcida brasileira, especialmente após a controvérsia envolvendo Ousmane Dembélé, do PSG, na última premiação da France Football. Para Raphinha, a complexidade dos bastidores acaba, por vezes, ofuscando o mérito puramente técnico.

Foco total no coletivo

Apesar de somar números expressivos na atual temporada — sendo decisivo com gols e assistências em diversas competições —, o brasileiro reiterou que sua prioridade absoluta é levantar taças com a equipe. O atacante destacou que o reconhecimento individual perde o sentido se não vier acompanhado de conquistas relevantes, como o Campeonato Espanhol ou a Champions League.

“Prefiro ganhar a Champions e a Liga do que ganhar a Bola de Ouro. O que fica marcado na história são os títulos que você ganha com o time”, afirmou. Essa mentalidade competitiva mantém o Barcelona vivo em todas as frentes: disputando a liderança de LaLiga, classificado para os mata-matas europeus e na semifinal da Copa do Rei.

Entrevista para PLACAR