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Chamado de ‘desequilibrado’ por Leila Pereira, John Textor rebate

Após o título, presidente do Palmeiras ironizou o relatório sobre a conduta da arbitragem enviado pelo gestor do Glorioso ao STJD

O Campeonato Brasileiro de 2023 chegou ao fim na noite da última quarta-feira, 6, com mais um título do Palmeiras. Após a conquista, a presidente do Verdão, Leila Pereira, chamou John Textor, dono da SAF do Botafogo, de “desequilibrado”, ao comentar a investigação aberta pelo colega contra a arbitragem da competição. O empresário americano, por sua vez, rebateu a fala da mandatária palmeirense, em um texto de “resposta pública”.

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“Nunca sugeri que ela fosse pessoalmente responsável pelas ações curiosas e pelas forças externas que apoiam o sucesso de sua equipe. Ironicamente, como ela sugere que nossa investigação deve significar que estou ‘desequilibrado’, gostaria de lembrá-la que é um campo de jogo equilibrado e equitativo que esperamos alcançar… para o benefício de todos os clubes e para o benefício do Brasil”, escreveu Textor.

Na última terça-feira, 5, um dia antes da última rodada do Brasileirão, Textor enviou um ofício ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) solicitando “providências a partir de relatórios com análise integral das condutas da arbitragem em diversas partidas da Série A”. Em seu texto direcionado a Leila, ele ressalta a disparidade no número de expulsões nas partidas envolvendo os concorrentes ao título.

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“Sobre o tema ‘equilíbrio’, é preciso observar que a sua equipe vive num mundo onde ’11 x 10′ representa ‘equilíbrio’. Seu time, o Palmeiras, se beneficiou da vantagem ’11 x 10′ onze vezes durante a temporada de 2023, ano em que os times da Série A receberam esse ‘benefício’ três vezes, em média. O Botafogo, que este ano enfrentou uma concorrência agressiva (suportando diversas ações violentas bem documentadas), em nenhum momento usufruiu do benefício do ’11 x 10′. Essa estatística, é claro, não faz menção a pelo menos três cartões vermelhos evidentes que deveriam ter sido emitidos ao Palmeiras, conforme bem documentado nos autos de relatórios independentes da nossa ação no STJD. É sabido que outros clubes pensam da mesma forma, já que há muito se considerava que o Palmeiras (antes da minha chegada) se beneficiava da compaixão tendenciosa da proteção do árbitro”, seguiu o americano.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol, José Perdiz de Jesus, porém, não aceitou o pedido do clube carioca e determinou o arquivamento do pedido de abertura de inquérito “por ausência de elementos indispensáveis ao procedimento”.

Segundo o clube, que liderou o Brasileirão por 31 rodadas, mas sofreu uma derrocada sem precedentes e terminou na quinta colocação, com 64 pontos, ao ofício “é apoiado por uma análise completa da conduta dos árbitros e participantes das partidas em vários jogos impactantes da Série A de 2023”.

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O que Leila disse sobre Textor

Logo após a conquista do 12º título no Mineirão, Leila Pereira concedeu entrevista ao ge no qual criticou duramente as recentes atitudes de John Textor. “Me causa estranheza porque eu acho que o proprietário está desequilibrado. O Botafogo liderando por tanto tempo o campeonato, dá todo esse problema, a turbulência e perder esse campeonato acho que o Textor ficou desequilibrado.”

“Chega até a ser ridículo. Ele desprestigia, desvaloriza esse produto tão importante que é o futebol. Ele deveria ter mais serenidade. É uma parte de desequilíbrio do senhor John Textor”, complementou. O Palmeiras pegou carona na polêmica e ironizou o “dossiê” do Botafogo em um post nas redes sociais.

Confira a mensagem de John Textor para Leila Pereira na íntegra:

Resposta Pública aos Comentários da Presidente do Palmeiras:

Entendo que a Sra. Pereira ficaria chateada com nosso processo no Judiciário. Ataques pessoais, entretanto, não ajudam ninguém, então eu não repetiria tal prática em resposta. Ela sempre foi gentil comigo e lamento que as graves circunstâncias de erro de arbitragem, e provável manipulação de jogo, posicionem o Botafogo como adverso aos seus interesses. Continuo comprometido em trabalhar com o Palmeiras, e com todos os clubes do Brasil, em apoio a uma nova liga que estabelecerá padrões apropriados de fair play para a nossa competição nacional.

Nunca sugeri que ela fosse pessoalmente responsável pelas ações curiosas e pelas forças externas que apoiam o sucesso de sua equipe. Ironicamente, como ela sugere que nossa investigação deve significar que estou “desequilibrado”, gostaria de lembrá-la que é um campo de jogo equilibrado e equitativo que esperamos alcançar… para o benefício de todos os clubes e para o benefício do Brasil.

Sobre o tema “equilíbrio”, é preciso observar que a sua equipe vive num mundo onde “11 x 10” representa “equilíbrio”. Seu time, o Palmeiras, se beneficiou da vantagem “11 x 10” 11 vezes durante a temporada de 2023, ano em que os times da Série A recebem esse benefício 3 vezes, em média. O Botafogo, que este ano enfrentou uma concorrência agressiva (suportando diversas ações violentas bem documentadas), em nenhum momento usufruiu do benefício do “11 x 10”. Essa estatística, é claro, não faz menção a pelo menos três cartões vermelhos evidentes que deveriam ter sido emitidos ao Palmeiras, conforme bem documentado nos autos de relatórios independentes da nossa ação no STJD. É sabido que outros clubes pensam da mesma forma, já que há muito se considerava que o Palmeiras (antes da minha chegada) se beneficiava da compaixão tendenciosa da proteção do árbitro.

Mais uma vez, as questões de preconceito, erro e manipulação têm sido um problema no futebol. No Brasileirão 2023, fornecemos evidências que mostram que o problema teve um efeito material no resultado da tabela do campeonato. A única diferença este ano é que a SAF Botafogo é a primeira a submeter, ao judiciário governante, análises avançadas e confirmação independente de problemas que acreditamos que possam ser resolvidos no futuro… para o benefício de todos nós.

Dona Pereira…Parabéns pelo seu Brasileirão 2023.

(com Gazeta Press)

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