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No vestiário da seleção, Safadão entra; Bolsonaro, não

Presidente conversou com mandatário da CBF, mas não teve acesso aos comandados de Tite

O presidente Jair Bolsonaro foi ao Morumbi na estreia da seleção brasileira na Copa América. Foi responsável, inclusive, por quebrar um pouco do chocante silêncio do estádio, ao receber aplausos e gritos de “mito” de um grupo de eleitores. Bolsonaro também foi tietado pelo ex-capitão da seleção Cafu e emendou um animado papo com o presidente da CBF, Rogério Caboclo. No vestiário de Tite, o presidente da República não tem vez – ao menos por enquanto.

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Quem teve livre acesso aos bastidores do time no Morumbi foi o cantor Wesley Safadão, escolhido por uma cervejaria para entregar o prêmio de melhor da partida a Philippe Coutinho. Posou para fotos e vídeos com praticamente todos os atletas e membros da comissão técnica. Bolsonaro não foi visto por ali.

O presidente foi a outro jogo do time, no último dia 7, na vitória sobre o Catar em Brasília, e visitou apenas Neymar, que acabara de se lesionar, no hospital. Questionado sobre convite a Bolsonaro para conhecer os atletas no vestiário, Tite desconversou. “Não sabia, dou minha palavra de honra, porque é um assunto diretivo. Há outras coisas prioritárias, quero gastar minhas energias com outras coisas”, disse, na capital federal.

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Tite já disse, diversas vezes, que não visitaria Brasília em caso de título mundial – uma tradição de seus antecessores – e que se arrepende de já ter misturado política e futebol quando, por exemplo, posou para fotos com Lula nos tempos de Corinthians. Segundo pessoas ligadas à CBF, Bolsonaro não conta com a simpatia de Tite nem da maioria dos atletas. Por isso, sua relação de amizade se limita à cartolagem.

O presidente Bolsonaro, no Estádio do Morumbi, para a partida entre Brasil e Bolívia Heitor Feitosa/VEJA
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