Clube inglês acredita que visita ao campo de concentração nazista seria mais efetivo no combate ao preconceito que o banimento das arquibancadas
A diretoria do Chelsea demonstrou extrema preocupação com os recorrentes casos de preconceito por parte de seus torcedores e propôs uma inovadora medida educativa: está estudando a possibilidade de levar os fãs acusados de racismo e antissemitismo a uma visita ao campo de concentração nazista de Auschwitz, na Polônia.
“Se você proíbe as pessoas de assistir os jogos, nunca mudarão seu comportamento. Esta medida dá oportunidade a eles de perceber o que fizeram e de querer se comportar melhor”, afirmou o presidente do clube, Bruce Buck, nesta quinta-feira, em entrevista publicada pelo jornal britânico The Sun.
Os torcedores poderão escolher entre aceitar a viagem ou perder os carnês de ingressos para toda a temporada. “A viagem a Auschwitz é muito importante e efetiva. Ainda consideraremos fazer mais, em outras iniciativas que impactem nas pessoas “, completou Buck.
O complexo de campos de concentração de Auschwitz-Birkenau funcionou de 1940 a 1945. Estima-se que 1,5 milhão de pessoas de diferentes etnias foram mortas, entre judeus, prisioneiros de guerra, presos políticos, homens, mulheres, crianças e idosos, a mando do líder nazista Adolf Hitler.
Nos últimos anos, o Chelsea vem tomando diversas medidas para lutar contra o antissemitismo, depois de vários incidentes, flagrados em vídeos e também em cânticos nas arquibancadas. Recentemente, o clube iniciou uma campanha, que tem como objetivo conscientizar as pessoas das consequências do comportamento de ódio.
(com agência EFE)
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