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Dé Aranha: A malandragem já era

Ídolo do Bangu, Vasco da Gama e Botafogo nos anos 60 e 70 revela por que resolveu narrar em livro histórias de tempos em que o futebol era muito diferente

Por Sérgio Martins3 min de leitura
AREIA NOS OLHOS - Dé: “Para mim, era guerra. E na guerra valia tudo”
AREIA NOS OLHOS - Dé: “Para mim, era guerra. E na guerra valia tudo”

Por que, aos 70 anos, o senhor decidiu contar em livro suas memórias do futebol? Queria homenagear os jogadores que fizeram parte da minha vida. O livro seria doado aos amigos, mas houve tantos pedidos que resolvi pôr à venda e dar os lucros a pessoas que cuidam de animais. Sou louco por bicho: em casa, tenho 25 gatos e um monte de cachorros. Foi emocionante rememorar as histórias e mostrar que vivíamos numa época diferente.

O senhor jogou gelo na perna de um adversário, areia nos olhos de goleiro, comeu o cartão vermelho de um juiz. Dé Aranha conseguiria sobreviver nos dias de árbitro de vídeo — o famigerado VAR? No futebol de hoje não há mais espaço para a irreverência e a malandragem dos meus tempos de jogador. Agora, eu era malandro porque tinha de sobreviver e dar uma boa condição de vida à minha família. Para mim,…

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