Brasileiros recebem milhões para tentar levar a China à Copa do Mundo
O jogador Elkeson, que deixou de ser brasileiro para jogar na seleção asiática, faz parte do esforço de Xi Jinping para seu país participar do torneio

Quando ainda era vice-presidente, em 2011, o poderoso Xi Jinping, líder máximo da China que se diz um fã de futebol, anunciou três objetivos: classificar o país para uma Copa do Mundo, vencê-la e sediá-la. Tratava-se, pelo menos em parte, de uma questão de orgulho nacional. Na única vez que a modesta seleção participou do torneio, em 2002, acabou eliminada na fase de grupos, com três derrotas em três jogos (um deles contra o Brasil, por 4 a 0), sem marcar um único gol, vergonha inominável para uma nação que se acostumou ao alto do pódio na busca por medalhas em Olimpíadas. Xi mandou, Xi consegue. Embora se considere nula a chance de erguer o caneco, a equipe atual tem, de fato, possibilidade de se classificar para a Copa de 2022, no Catar, graças a uma estratégia muito usada por quem não tem tradição, mas quer fazer bonito em campo…
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