A corrida virou balada
No Brasil, há quase tanta gente que corre quanto pessoas que jogam futebol. Essa turma descolada agora move-se sob a luz da Lua para tudo acabar em festa

Muitas luzes coloridas, fumaça, DJ. À primeira vista, parece ser uma balada como outra qualquer. Mas o que dizer do invariável figurino tênis, short e camiseta? E das bandejas onde só há água e, com um pouco de sorte, isotônico? Cardápio: barrinha de cereais, banana, maçã. Bem-vindo à reunião de uma tribo que une o útil ao agradável e embala a toda na onda das corridas de rua noturnas. O exercício é para valer, com percursos de 5 ou 10 quilômetros, mas, diferentemente da malhação tradicional, sempre começa e acaba em festa. O crescente entusiasmo dos brasileiros pelas corridas sob a luz da Lua tem a ver com o conhecido pendor humano para a novidade. Como o Brasil já é considerado há pelo menos uma década uma nação de corredores de rua — com 4,5 milhões de praticantes, a modalidade só perde para o futebol —, essa turma vive em…
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