O astro Cristiano Ronaldo causou surpresa ao se recusar jogar pelo Al-Nassr. A postura do português, de acordo com o jornal A Bola, é um protesto contra a gestão do PIF (Fundo de Investimento Público) que aporta dinheiro nos principais clubes da Arábia Saudita. A situação tem se tornado uma crise não só com a postura de CR7, mas também críticas de Jorge Jesus e uma possível transferência de Karim Benzema.
Crise no futebol saudita e insatisfação de CR7
A crítica de Cristiano Ronaldo que aumenta a crise saudita diz respeito a distribuição de recursos do Fundo de Investimentos Público. Existe uma percepção de favorecimento ao Al-Hilal em detrimento dos outros clubes grandes que formam o grupo (Al-Nassr, Al-Ittihad e Al-Ahli).
A situação não irritou apenas Cristiano Ronaldo, mas também outro português na liga local. O técnico Jorge Jesus, que fez história justamente pelo Al-Hilal e hoje comanda o Al-Nassr, também já trouxe a mesma percepção sobre os investimentos. Em coletiva, Jesus disse que o atual time “não tinha o mesmo poder político do Hilal”.
Em meio a este cenário, o Al-Nassr acabou contratando apenas um jogador na janela: o meia Haydeer Abdulkareem.
A recusa de jogar pode ter impacto direto na disputa pelo título nacional, já que o Al-Nassr ocupa a 2ª posição da liga, atrás do Al-Hilal, principal rival e beneficiário de grandes aquisições no mercado saudita. A situação expõe fissuras na estratégia de gestão do PIF, que apostou na presença de grandes nomes como Ronaldo para elevar o padrão da liga, mas agora enfrenta frustração e críticas internas.
Benzema no cenário da crise
As críticas não são apenas do Al-Nassr, pelo contrário. Paralelamente ao caso CR7, o francês Karim Benzema também manifestou insatisfação no país. O atacante do Al-Ittihad pode deixar o clube diante das negociações frustradas para renovação de contrato, com ofertas consideradas inadequadas pelos seus representantes.
Em meio a acusações de favorecimento a equipes dentro do grupo, Benzema pode trocar justamente de equipe entre o Al-Ittihad e o Al-Hilal, de acordo com a imprensa local e europeia.





