Acervo · Futebol Europeu

Por que o jejum do Ramadã virou polêmica no futebol europeu

França foi alvo de protestos por coibir tradição religiosa. Na Itália, atletas da Fiorentina forçaram uma parada para que jogador muçulmano se alimentasse

Por Luiz Felipe Castro4 min de leitura
Amrabat, meia marroquino da Fiorentina, come banana ao fim de jejum do Ramadã
Amrabat, meia marroquino da Fiorentina, come banana ao fim de jejum do Ramadã

O relógio do estádio San Siro, em Milão, marcava 19h51 e 46 minutos do segundo tempo do duelo entre Inter de Milão e Fiorentina quando o meia marroquino Sofyan Armrabat, da equipe visitante, se aproveitou de uma pausa para atendimento médico ao colega Luca Ranieri e aproximou-se da linha lateral, onde comeu uma banana e bebeu água. Seria uma cena corriqueira, não fosse por um detalhe: a parada havia sido combinada pelos colegas, para que o jogador muçulmano pudesse se alimentar e quebrar o jejum do Ramadã, uma tradição religiosa que vem causando enorme controvérsia no futebol europeu.

O Ramadã é o nono mês do calendário islâmico, que em 2023 vai de 22 de março a 21 de abril, época na qual os muçulmanos devem permanecer sem comer ou beber nada desde o nascer até o pôr do sol. Algumas das maiores estrelas da bola, como os franceses Karim Benzema…

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