Quando não se tem o dinheiro dos grandes times europeus, a criatividade é a melhor saída para formar uma equipe competitiva. O “modelo Rayan”, recém-saído do Vasco e hoje jogador do Bournemouth, na Premier League, é mais um exemplo de como clubes modestos investem alto em promessas do futebol.

Um levantamento de PLACAR mostra que os europeus que mais lucraram nos últimos anos adotaram a prática de revelar um jogador, seja da base ou não, para realizar uma grande venda no futuro. 

A ação em certa medida toma como exemplo o termo “moneyball”, emprestado do beisebol e que virou sucesso em livro e filme no início dos anos 2000. A história do Oakland Athletics desafiou gigantes no mercado se baseando em estatísticas que olheiros pouco se importavam. Em um salto para o futebol, as métricas expected goals (xG), que estimam a probabilidade de uma finalização virar gol; os expected assists (xA), que medem o potencial de um passe, apareceram.

Seria, então, natural para um time buscar uma joia já lapidada em mercados como o sul-americano. Mas que tal dar uma olhada em jogadores que ainda estão em formação, investir neles e colher os frutos de grandes vendas no futuro? Rayan, de 19 anos, foi contratado por 35 milhões de euros (cerca de R$ 220 milhões) e, seguramente, seu futebol valerá ainda mais após a primeira temporada na Premier League.

Bournemouth 

Semenyo com a camisa do Bounermouth – Divulgação/Bounermouth

A recente chegada de Rayan, ex-Vasco, deixa claro que o Bournemouth gosta de investir em jovens mundo afora. E, logo de cara, a joia brasileira surpreendeu: estreou na vitória por 2 a 0 contra o Wolves no último sábado, 31, e deu uma assistência. O desempenho rendeu comentários positivos, como “parece que o Bournemouth acertou em mais uma contratação”. 

O trabalho desenvolvido pelo clube inglês com jovens atletas, porém, não é de hoje. Na janela de transferências do meio do ano passado, vendeu quatro jogadores que chamaram atenção na última temporada: o lateral Milos Kerkez, ao Liverpool; os zagueiros Ilya Zabarnyi, ao PSG, e Dean Huijsen, ao Real Madrid; e o atacante Dango Ouattara, ao Brentford.