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Wout Weghorst: Um golaço para a história do futebol

A jogada ensaiada da Holanda, no empate em 2 a 2, expôs ao ridículo a mania do atleta deitado debaixo da barreira. Mas a Argentina venceu nos pênaltis

LUSAIL e SANTOS – A torcida da Argentina no Lusail já comemorava a vitória por 2 a 0 e a passagem para a semifinal contra a Croácia. Mas Wout Weghorst, o centroavante de 1m97, diminuiu faltando sete minutos. O final seria emocionante – e foi muito, mas muito mais do que isso. Aos onze minutos dos acréscimos – 11! – Weghorst, o herói da noite, marcou um dos mais espetaculares gols de todas as Copas do Mundo.

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Falta para a Holanda a pouco mais de três metros da linha da grande área. A barreira argentina incluiu um jogador deitado no gramado – mania recente, um tanto ridícula, inventada depois que Ronaldinho Gaúcho deu para bater rasteiro, enquanto os atletas da barreira pulavam. E então, numa genial jogada ensaiada, Koopmeiners bateu por baixo, rasteirinho, sim – mas não para o gol, e sim para os pés de Weghorst, que não perdoou. Bateu de primeira e gol, 2 x 2, levando o jogo para a prorrogação.

O futebol é sensacional. A partida parecia morna e esquentou a ponto de ferver com um lance inacreditável. Bem que os argentinos poderiam dar uma olhadinha em suas próprias espertezas em campo. Em 1998, na Copa da França, Argentina e Inglaterra disputaram uma das partidas das oitavas de final.

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A Argentina conseguiu sustentar a pressão e alcançou o empate nos acréscimos do primeiro tempo. Verón tocou para Claudio López próximo à meia lua. Ele recebeu de costas e sofreu falta de Campbell. Na cobrança, houve uma jogada combinada como a da noite dessa sexta-feira em Lusail.

Em 1998, a sorte sorriu para os argentinos: um histórico gol marcado por Javier Zanetti -
Em 1998, a sorte sorriu para os argentinos: um histórico gol marcado por Javier Zanetti – Mark Leech/Offside/Getty Images

 

Muito, mas muito parecido com a obra de Weghorst.

Em 1998, o jogo terminou 2 a 2, com vitória argentina nos pênaltis. No Catar, novamente vitória argentina, nas penalidades.  Foi uma noite inesquecível, de reviravoltas, e seria lindo se não terminasse. Faz lembrar um trecho do texto da contracapa do disco Louvação, de 1969, escrito por Chico Buarque de Hollanda sobre a obra do baiano: ” Sua música se desenrola tal qual uma serpentina que, antes de terminar seu passeio, dá um giro a mais, só para nos surpreender”.

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