Um Brasil de 45 minutos
Contra a Alemanha, não dará mais para resolver a vida em 45 minutos. Para ganhar, será preciso mais com menos

Para a Copa, foi uma bênção. O Brasil sobreviveu, ao menos até 12 de julho, dia em que se decide o terceiro lugar. Nada melhor para um Mundial do que ter o país anfitrião vivinho da silva até o final. O país fica mobilizado, torcida animada, excelente para o evento.
Mas que epopeia para chegar à semifinal! Deveria e poderia ser bem mais fácil. E não foi. Uma primeira fase fraca, uma classificação dramática nas oitavas contra o Chile, um jogo sofrido nas quartas contra a Colômbia. Claro que o time evoluiu, ainda que não na velocidade que o torcedor esperaria. Na estreia contra a Croácia, a defesa vazou. Grandes avenidas pelas laterais, um horror. Na segunda partida contra o México, conseguiu corrigir a cobertura dos volantes, a defesa melhorou. Só que a seleção tem cobertor curto. O sistema defensivo funcionou, o ataque quase morreu.
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