O mundo do futebol é conhecido por suas cifras astronômicas, tanto em contratações quanto em rescisões contratuais. Recentemente, a demissão de Erik ten Hag do Manchester United trouxe à tona o alto custo que clubes podem enfrentar ao dispensar treinadores. O clube inglês precisou desembolsar 14,5 milhões de libras esterlinas, uma quantia significativa que não só destaca a complexidade financeira envolvida em tais decisões, mas também supera os gastos totais do clube com rescisões de técnicos desde a saída de Jorge Jesus em 2020, se considerada apenas essa instância isolada.

Comparativamente, o Flamengo, um dos clubes mais populares do Brasil, também tem enfrentado desafios financeiros semelhantes. Desde a saída de Jorge Jesus em 2020, o clube carioca gastou cerca de 49,3 milhões de reais em rescisões contratuais com oito treinadores diferentes. Este cenário evidencia como a instabilidade no comando técnico pode impactar as finanças de um clube.

Demissão de Ten Hag custou mais que trocas de técnicos no Manchester United desde Jesus
Bruno Fernandes marcou o primeiro gol do United. Fonte: Instagram/@manchesterunited

Por que as demissões de técnicos custam tão caro?

As demissões de técnicos no futebol geralmente envolvem o pagamento de multas rescisórias, que são acordadas no momento da contratação. Essas multas servem como uma proteção para os treinadores, garantindo que eles recebam uma compensação caso sejam dispensados antes do término do contrato. No caso de Erik ten Hag, a rescisão ocorreu poucos meses após a renovação de seu contrato, o que elevou o valor da indenização e acabou por ser uma das rescisões mais caras na história recente do Manchester United.

No Flamengo, as rescisões de técnicos como Domènec Torrent e Vítor Pereira também resultaram em altos custos. Esses valores são justificados pelas cláusulas contratuais que visam proteger os interesses dos treinadores, mas que, ao mesmo tempo, podem se tornar um fardo financeiro para os clubes em momentos de instabilidade.