A terça-feira, 17, no Rio Open foi de grandes resultados para nós brasileiros. João Fonseca, o nosso favorito, numa exibição espetacular superou Thiago Monteiro. A dupla formada por Felipe Meligeni e Marcelo Zormann saiu vitoriosa numa disputa acirrada. O menino Guto Miguel, de 16 anos, não venceu a partida, mas jogou de igual para igual, demonstrou muita personalidade e certeza de que vai longe.
Com tudo isso acontecendo, quase que despercebido pelo público, o bicampeão Sebastian Baez se despediu do torneio. Confesso que cortou meu coração. Enquanto na quadra principal, todos os holofotes eram para a estrela Matteo Berrettini, na quadra 1, discretamente, com pouca plateia, o campeão a defender seu título, enfrentava o lucky loser Jaime Faria.
Sebastian, nosso hermano aguerrido, que sempre vai em todas as bolas, além do limite, nunca desiste e luta até o fim, estava irreconhecível em quadra. Tentou reação no primeiro set, protagonizou as melhores jogadas, no entanto, não foi seu dia. A sorte, literalmente, estava do outro lado, Jaime Faria, que tinha sido eliminado por nosso Igor Marcondes no qualifying e voltou graças a quatro desistências na chave principal.
Aí vem o tênis como metáfora para a vida. Ter sorte é raro e quando chega para nós, temos que nos agarrar a ela e não soltar de jeito nenhum! Quanto ao Jaime, até onde ela o levará? Assim como no ano passado, ele a abraçou e ela o conduziu até às quartas de finais. Este ano, no mínimo, já bateu a meta de defender seus pontos no ranking, se quiser ir além, que continue abraçado com sua sorte e mostrando que tem respeito e gratidão à oportunidade.
Deixo uma reflexão. Você se considera uma pessoa de sorte? Se sim. Até onde você é grato por ela?
Por outro lado, Baez nos ensina que não somos plenos todos os dias, que precisamos avaliar o momento, não criar desculpas, aprender com os erros e seguir em frente. Novos torneios e bons resultados estão por vir.
Outro ponto. Às vezes o fim de uma etapa para uns, pode ser um novo caminho para outros. No caso do torneio, com a saída do campeão “osso duro de roer”, abrem-se novos horizontes. Quem vai levantar o troféu, não sabemos, mas uma coisa é certa: que sorte a nossa, além de assistir e nos divertir, ainda aprendemos com esse esporte encantador!
Análises, curiosidades e bastidores do mundo do tênis. Por Alex Braga, apaixonado pelo esporte que acompanha há 20 anos a modalidade com a colaboração de Creusa Pedrotti




