Um grande torneio, teve na versão de duplas, um “Gran finale”. No último dia de Rio Open, testemunhei um jogo tenso do início ao fim, não me deixei enganar por aquele atípico 5a0 do segundo set, tanto que os alemães retomaram o ritmo e ganharam três games consecutivos, e trouxeram a partida para 5a3. A torcida sentiu. Marcelo e João também e, obviamente, eu idem.

Lembrei logo das Copas do Mundo de 2010 e 14, Holanda e Alemanha, será que esses dois caras não estavam lá e agora vão vir pra cima da gente pregar uma terceira peça e pedir música a noite no Fantástico???

Começa o nono game e os brasileiros abrem 30 a zero. Isso “30”. E eu lembrei de outro João, que não jogava tênis, mas batia um bolão, gênio na nossa espécie, nordestino (sou filho de um valente), em décimos de segundos inspirado pelo carnaval recém-encerrado, viajei até 1989, lembrei daquele desfile épico criado por ele, Joãozinho 30, procurei o Cristo, o Redentor, o mesmo representado lá na avenida coberto por uma lona, e olhei para o alto, acima da quadra central. Ele parecia não estar lá, coberto pelas nuvens pesadas que cercavam todo o complexo, só me restou, um grito, obviamente pra dentro, surdo e mudo, e rememorando a frase histórica do abre alas da Beija Flor de 1989, clamei: “MESMO ENCOBERTO OLHAI POR NÓS!!!”

Desfile da Beija Flor no carnaval de 1989 - Reprodução

Desfile da Beija Flor no carnaval de 1989 – Reprodução

E funcionou! Para que não fique apenas no relato desse entusiasmado desse colunista que vos escreve, saquei o celular como um cowboy do velho oeste, mirei pro nosso Cristo e registrei as fotos abaixo, observem a sequência e o placar da partida:

Vista para o Cristo Redentor das arquibancadas do Rio Open - Alex Braga/PLACAR