Gosto tanto de tênis, que em plena quadra Guga Kuerten, na semifinal da dupla brasileira João Fonseca e Marcelo Melo no Rio Open, de vez em quando eu dava uma espiada na final de Doha pelo celular. Não poderia deixar de fazê-lo, pois afinal de contas, era o número 1 Alcaraz, contra o francês Arthur Fils, que já foi visto como uma grande promessa, mas devido a uma lesão em 2025, voltou só recentemente ao circuito. Vitória do líder do ranking numa partida relâmpago de 50 minutos.
Acompanhar tênis não é moleza! Sempre tem muita coisa acontecendo em paralelo. Só nesse fim de semana, finais de Doha, Delray Beach, do feminino (WTA) em Dubai com Pegula vencedora e a brasileira Luisa Stefani sendo campeã de duplas, com a parceira Gabriela Dabrowski; qualifying no Chile e Acapulco e em breve começam os Masters 1000 de Indian Wells e Miami. Ufa! Só a leitura já cansa, não é mesmo? E a gente ainda tem muuuito trabalho em outras atividades.
Para maiores emoções, por volta de 18h, durante a partida de Etcheverry e Kopriva, quando este sacava para o set, começou um forte temporal interrompendo a primeira semifinal. Foram 4 horas de espera até o retorno à quadra, tempo este que Carlitos teria vencido o Fils umas quatro vezes, feito o seu recovery e seguido rumo a Ibiza.
Quadras drenadas, tenistas aquecidos, público de volta aos seus lugares para o recomeço e eis que São Pedro resolve pregar uma peça e mandar uma chuva persistente daquela que não encharca, mas maltrata o saibro. Não teve jeito, as semifinais foram transferidas para hoje às 11h, mesmo dia da finalíssima, prevista para às 17:30 se o clima permitir.
Entre as semis e a final de Simples, às 14:30, João e Marcelo disputarão o título das duplas, exatamente 24 horas depois do início de toda esta romaria tenística. Haja fôlego, não só para os tenistas como para nós, o público, literalmente, fiel seguidor.




