Chegamos às semifinais do Rio Open sem os principais nomes do torneio, que já começou com o desfalque das grandes estrelas contratadas Lorenzo Musetti por motivo de lesão e Gael Monfils, com uma virose que Nelson Rodrigues diria que foi enviada pelo Sobrenatural de Almeida do tênis. Lorenzo Sonego, sósia de Daniel Larusso, de Karatê Kid, foi outra baixa, desistiu quem sabe por estar filmando para uma possível versão italiana do longa metragem.

E daí em diante coisas do além ao conhecimento humano começaram a pairar pelo Jockey Club, afastando os favoritos aos títulos, alguns nem muito notados como Luciano Darderi e Yannick Hanfmann. O atual bicampeão  Sebastian Baez saiu na primeira rodada; Francisco Cerundolo, o magoadinho, que vinha de título em Buenos Aires, foi embora precocemente e por último Matteo Berrettini, ex n° 6 do mundo, que não seguiu o exemplo de Raul Seixas, teve medo da chuva e com isso não entregou o tênis e a garra de costume. Não poderia deixar de mencionar João Fonseca, com uma ressalva:  Ele era o grande favorito entre os brasileiros na disputa, porém só mais um na briga pelo título entre os nomes citados. É consenso, inclusive assinado embaixo, pela lenda do tênis, Andre Agassi, que está entre nós mortais, que colocaram muita responsabilidade nas costas de um rapaz de apenas 19 anos. Ele já é enorme para a sua idade e para o histórico do tênis brasileiro, mas é preciso deixarmos o menino crescer em paz.

E que em paz estejam os semifinalistas para que o público acompanhe grandes batalhas nas partidas semifinais de hoje, para as quais se classificaram 4 nomes que estão formando uma grande dança das raquetes entre o Aberto de Buenos Aires e o Rio Open.

Tomás Etcheverry, que não é nenhuma novidade que tenha chegado, e sim, um nome conhecido de quem acompanha tênis, em Buenos Aires saiu na semi e aqui vai enfrentar Kopriva que lá saiu nas quartas, ambos para Francisco Cerundolo, desculpem a repetição, o magoadinho, que veio a ser o campeão.

 Na outra partida teremos Alejandro Tabilo, que em sua estreia em Buenos Aires eliminou nosso João e saiu nas quartas para o Etcheverry. Vai enfrentar a grande surpresa Ignacio Buse, a quem fomos apresentados por motivo de força maior, que lá foi eliminado nas oitavas para o Baez, que só foi parado na semi para o Darderi e ambos eliminados aqui na primeira rodada.

Entendeu? Pois é, no tênis, assim como no futebol, esporte ao qual o brasileiro tem mais intimidade, muita coisa foge ao previsível. Esses quatro bravos, estão aí para constatar que ranking não ganha jogo, mas sim quem tiver boa mentalidade e fizer as melhores escolhas em quadra.

Análises, curiosidades e bastidores do mundo do tênis. Por Alex Braga, apaixonado pelo esporte que acompanha há 20 anos a modalidade com a colaboração de Creusa Pedrotti