Schweinsteiger: ‘Preferiríamos ter vencido por 2 a 0’
Reportagem de VEJA no fim de 2014 revelou que os jogadores da seleção alemã desceram ao vestiário no intervalo do 7 a 1 no Mineirão com medo da reação da torcida e constrangidos com o placar (5 a 0 nos primeiros 45 minutos). Um pacto firmado com a anuência do treinador Joachim Löw os fez voltar a campo mais leves

Eles entraram no vestiário do Mineirão sem entender nada. O placar marcava incríveis 5 a 0 a favor da Alemanha na semifinal da Copa do Mundo. Em apenas um tempo de jogo, estava tudo resolvido, no mais inesperado resultado de todos os tempos em Mundiais. O que ocorreu nos quinze minutos de intervalo foi extraordinário. No lado brasileiro, era o silêncio. No alemão, o espanto. Foram quinze minutos de trégua, de rearranjo de posições em um combate que fez história. “Isso não pode ser real”, disse o tanque Bastian Schweinsteiger, ao entrar no túnel. “O que está acontecendo com os brasileiros?”, berrava o capitão Philipp Lahm. A euforia era grande, os jogadores alemães estavam cada vez mais certos de que levariam a seleção pela oitava vez a uma final de Copa. Ainda assim, o clima entre o grupo era de preocupação.
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