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Presidente da CBF distribui ‘mensalinho’ a cartolas-eleitores

Reportagem de VEJA mostra que, para asfixiar a oposição e eleger seu sucessor, Marin distribui mesada de 100 000 reais a presidentes de federação

Por Pieter Zalis2 min de leitura
BOLA É COM ELE MESMO - Ex-governador nomeado no regime militar, Marin administra a CBF distribuindo dinheiro e benesses aos eleitores
BOLA É COM ELE MESMO - Ex-governador nomeado no regime militar, Marin administra a CBF distribuindo dinheiro e benesses aos eleitores

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é uma entidade privada que administra a maior paixão do povo brasileiro. Dispensada de ter de prestar satisfação a órgãos de controle, ela tem faturamento milionário (mais de 300 milhões de reais por ano, quase tudo fruto dos jogos da seleção) e ainda organiza os campeonatos que geram receitas de 2,3 bilhões de reais a clubes e patrocinadores. Toda essa máquina é administrada como um velho feudo político. Por 23 anos, Ricardo Teixeira reinou na confederação com poderes de imperador: mandou e desmandou sem nunca ter tido oposição. Em março do ano passado, acossado por denúncias de enriquecimento ilícito, renunciou ao cargo e passou-o ao seu vice José Maria Marin. Aos 81 anos, Marin foi governador nomeado de São Paulo, no período da ditadura militar. Logo ao assumir a CBF, foi flagrado embolsando uma medalha que seria entregue a um campeão…

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