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Operários que trabalham para a Copa do Catar são tratados como “animais”, diz Anistia Internacional

Relatório aponta que imigrantes vivem em regime análogo à escravidão e são forçados a trabalhar mais de doze horas por dia durante toda a semana

Por Da Redação3 min de leitura
Protesto na sede da Fifa contra a realização da Copa no Catar
Protesto na sede da Fifa contra a realização da Copa no Catar

Um relatório da Anistia Internacional divulgado nesta segunda-feira afirma que trabalhadores das obras para a Copa do Catar, em 2022, vivem em condições de miséria e são tratados como “animais”. O relatório foi publicado justamente uma semana após o presidente da Fifa, Joseph Blatter, visitar o país e declarar que o Catar está no “caminho certo” em relação ao tratamento de operários imigrantes que trabalham nas obras de infraestrutura.

Após investigações e entrevistas, a Anistia Internacional concluiu que parte dos imigrantes trabalha em regime análogo à escravidão, vivendo com constantes dívidas com seus contratantes e impedidos de deixarem o local das obras. Os enviados da Anistia encontraram trabalhadores vivendo em barracões lotados, sem ar condicionado, com esgoto a céu aberto e sem água corrente. Os responsáveis pelas obras costumam a se referir aos trabalhadores como “os animais”. Muitos imigrantes, em sua maioria do Nepal, Índia e Sri Lanka, apresentam problemas…

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