Operários que trabalham para a Copa do Catar são tratados como “animais”, diz Anistia Internacional
Relatório aponta que imigrantes vivem em regime análogo à escravidão e são forçados a trabalhar mais de doze horas por dia durante toda a semana

Um relatório da Anistia Internacional divulgado nesta segunda-feira afirma que trabalhadores das obras para a Copa do Catar, em 2022, vivem em condições de miséria e são tratados como “animais”. O relatório foi publicado justamente uma semana após o presidente da Fifa, Joseph Blatter, visitar o país e declarar que o Catar está no “caminho certo” em relação ao tratamento de operários imigrantes que trabalham nas obras de infraestrutura.
Após investigações e entrevistas, a Anistia Internacional concluiu que parte dos imigrantes trabalha em regime análogo à escravidão, vivendo com constantes dívidas com seus contratantes e impedidos de deixarem o local das obras. Os enviados da Anistia encontraram trabalhadores vivendo em barracões lotados, sem ar condicionado, com esgoto a céu aberto e sem água corrente. Os responsáveis pelas obras costumam a se referir aos trabalhadores como “os animais”. Muitos imigrantes, em sua maioria do Nepal, Índia e Sri Lanka, apresentam problemas…
Continue lendo com uma conta gratuita
- Leva menos de um minuto, sem cartão
- Acesso às matérias do Acervo Digital
- Você continua exatamente deste parágrafo
Já tem conta ou é assinante do Clube Placar? Entrar, vale a mesma conta.


