O recorde de Howard, um paredão americano na Bahia
Nas oitavas de final da Copa do Mundo, os goleiros brilharam – o argelino M’Bolhi, o alemão Neuer, o suíço Benaglio e o brasileiro Júlio César foram alguns dos destaques da primeira rodada da fase eliminatória. Nenhum deles, porém, chegou perto da façanha obtida pelo americano Tim Howard, o melhor em campo no jogo entre […]
1/9 O goleiro americano Howard faz defesa no jogo contra a Bélgica na Arena Fonte Nova, em Salvador (Ivan Pacheco/VEJA.com/VEJA)
2/9 O goleiro Tim Howard, dos Estados Unidos, faz grande defesa no jogo contra a Bélgica (Ivan Pacheco/VEJA.com)
3/9 O goleiro americano Tim Howard, destaque do jogo entre Bélgica e EUA na Fonte Nova, em Salvador, pelas oitavas de final da Copa do Mundo (Ivan Pacheco/VEJA.com/VEJA)
4/9 O goleiro americano Tim Howard, destaque do jogo entre Bélgica e EUA na Fonte Nova, em Salvador, pelas oitavas de final da Copa do Mundo (Ivan Pacheco/VEJA.com/VEJA)
5/9 O goleiro americano Tim Howard, destaque do jogo entre Bélgica e EUA na Fonte Nova, em Salvador, pelas oitavas de final da Copa do Mundo (Ivan Pacheco/VEJA.com/VEJA)
6/9 O goleiro americano Tim Howard, destaque do jogo entre Bélgica e EUA na Fonte Nova, em Salvador, pelas oitavas de final da Copa do Mundo (Ivan Pacheco/VEJA.com/VEJA)
7/9 O goleiro americano Tim Howard, destaque do jogo entre Bélgica e EUA na Fonte Nova, em Salvador, pelas oitavas de final da Copa do Mundo (Ivan Pacheco/VEJA.com/VEJA)
8/9 O goleiro americano Tim Howard, destaque do jogo entre Bélgica e EUA na Fonte Nova, em Salvador, pelas oitavas de final da Copa do Mundo (Ivan Pacheco/VEJA.com/VEJA)
9/9 O goleiro americano Tim Howard, destaque do jogo entre Bélgica e EUA na Fonte Nova, em Salvador, pelas oitavas de final da Copa do Mundo (Ivan Pacheco/VEJA.com/VEJA)
Nas oitavas de final da Copa do Mundo, os goleiros brilharam – o argelino M’Bolhi, o alemão Neuer, o suíço Benaglio e o brasileiro Júlio César foram alguns dos destaques da primeira rodada da fase eliminatória. Nenhum deles, porém, chegou perto da façanha obtida pelo americano Tim Howard, o melhor em campo no jogo entre Bélgica e Estados Unidos, na Fonte Nova, em Salvador. Bombardeado de forma impiedosa pelo rápido ataque belga, o atleta de 35 anos fez defesas de todos os tipos: agarrou tiros à queima-roupa, espalmou chutes que pareciam gols certos, cortou diversos arremates usando as pernas e pés. Passados 120 minutos de jogo, somando o tempo normal e a prorrogação, ele se despedia do Mundial com derrota, 2 a 1, mas levava para casa uma marca histórica: suas dezesseis defesas na partida são o maior número já registrado numa Copa (desde que as estatísticas detalhadas da competição começaram a ser contabilizadas, na edição de 1966). Os gols de De Bruyne e Lukaku, em lances sem chance alguma de defesa, só saíram na segunda metade da prorrogação, quando os belgas já se questionavam se seria possível encontrar uma forma de furar o paredão americano. “Foi inacreditável”, disse o alemão Jürgen Klinsmann, técnico da seleção americana, que fala com conhecimento de causa – enfrentou alguns dos maiores arqueiros das últimas décadas em sua excepcional carreira de atacante. “O que Tim fez na partida de hoje foi simplesmente fenomenal.” O goleiro, porém, não carregará sua histórica atuação como um prêmio de consolação por sair da Copa antes do que pretendia. “Perder sempre dói. Mas depois de um jogo assim, o incômodo é ainda maior”, lamentou o atleta, que defende o Everton, da Inglaterra. Questionado sobre o desempenho extraordinário na Fonte Nova, o goleiro disse seu papel individual “não importa” quando o resultado final é a eliminação. “Aquilo é só minha obrigação, é parte do meu trabalho. É péssimo perder tendo feito vinte defesas e igualmente ruim se não fiz nenhuma.”