Publicidade
Publicidade

Nos EUA, Marin se declara inocente e juiz estipula fiança de US$ 15 mi

Ex-presidente da CBF foi extraditado nesta terça, após ficar mais de cinco meses preso na Suíça, e vai responder ao processo em prisão domiciliar no seu apartamento em Nova York

O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin se declarou inocente de acusações de suborno em um tribunal dos Estados Unidos nesta terça-feira, após ter sido extraditado da Suíça no caso de corrupção que abalou a Fifa. O juiz determinou fiança de 15 milhões de dólares (cerca de 56,5 milhões de reais) para que o cartola possa cumprir prisão domiciliar em seu apartamento na Quinta Avenida, em Nova York.

Publicidade

LEIA TAMBÉM:

Marin é extraditado e não poderá falar com Teixeira e Del Nero

Marin aceitou extradição para os Estados Unidos a contragosto

Marin falou através de um intérprete diante do juiz distrital Raymond Dearie, em audiência em Nova York nesta terça, horas depois de ter chegado em um voo de Zurique, onde estava preso desde 27 de maio. O cartola de 83 anos pareceu ter problemas para ficar de pé durante a audiência, interrompida brevemente por Dearie para perguntar se Marin estava se sentindo bem. A audiência durou pouco mais de 20 minutos e um novo encontro foi marcado para 16 de dezembro.

Continua após a publicidade

O ex-presidente da CBF foi oficialmente acusado de fraude, conspiração e lavagem de dinheiro, com a possibilidade de ser condenado a 20 anos de prisão. Depois de oferecer garantias para pagar a fiança, Marin foi autorizado a responder ao processo em prisão domiciliar.

Publicidade

Durante o processo, Marin não poderá manter contato com Ricardo Teixeira e Marco Polo del Nero ou com pessoas da Traffic e outras empresas envolvidas no escândalo. O cartola também será monitorado e só poderá sair de seu apartamento para ir ao advogado, médico, igreja e comprar comida – e mesmo assim precisará do aval da Justiça americana.

Extradição – Marin foi levado para os Estados Unidos algemado e na classe econômica de um voo desde Zurique. O cartola foi acompanhado por dois policiais americanos. Ao chegar a Nova York, o brasileiro foi quase imediatamente levado ao tribunal. A viagem de Marin para os Estados Unidos foi blindada pelas autoridades suíças e americanas e a extradição só foi anunciada quando o avião aterrissou nos EUA.

O brasileiro presidiu a CBF de 2012 a abril deste ano e foi o presidente do comitê organizador local da Copa do Mundo de 2014. Ele é um dos sete dirigentes ligados à Fifa que foram presos em maio em um hotel de Zurique, após serem indiciados pelos EUA por acusações de corrupção. Marin é acusado de receber propinas milionárias em relação a contratos de direitos de marketing esportivo e vinha lutando contra a extradição, mas na semana passada concordou com a transferência.

Publicidade

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

Continua após a publicidade

Publicidade