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“Não sou um monstro”, diz Rogério Caboclo, presidente afastado da CBF

Após escândalo de denúncia de assédio sexual e moral feita por uma funcionária, ele pede desculpas e culpa o ex-aliado Marco Polo del Nero

Por Cilene Pereira e Fábio Altman9 min de leitura
Rogério Caboclo
Rogério Caboclo

Em abril de 2018, o administrador de empresas e advogado paulista Rogério Caboclo, de 48 anos, foi eleito o 20º presidente da história da Confederação Brasileira e Futebol, a CBF. Apoiado por Marco Polo del Nero, seu antecessor, o dirigente que fora banido pela Fifa de suas atividades depois de uma série de denúncias de corrupção, Caboclo recebeu 135 dos 141 votos, com a sustentação maciça das federações estaduais. Seu mandato iria de 2019 a 2023, não fosse um escândalo que veio a público em junho passado. Uma das funcionárias da entidade o acusou de assédio sexual e moral, comprovado em gravação. O resultado: afastamento da presidência imposto pela Comissão de Ética da CBF, inicialmente por um mês e depois por outros sessenta dias.

No início desta semana, deu-se outro movimento ruidoso. Por decisão judicial, a eleição de 2018 foi anulada — o que impediria o retorno do cartola. Horas…

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