Em nome de Jesús, Isaquias Queiroz chegou lá
A VEJA, fenômeno baiano da canoagem prometeu ouro para honrar o ex-treinador espanhol, morto em 2018; a glória veio em Tóquio e Paris já é logo ali

Em 2016, em matéria especial que apresentava 12 jovens atletas que poderiam brilhar na Olimpíada do Rio, VEJA escreveu sobre o fenômeno da canoagem que posara para as lentes de Paulo Vitale de dentro de uma piscina:
“A constituição física desses índios (…) é robusta e sua fisionomia muito mais simpática do que a dos sabujás e dos cariris. São bons remadores e nadadores.” A descrição dos brasileiros encontrados entre 1817 e 1820 no sul da Bahia está na Viagem pelo Brasil, de Carl Friedrich Philipp von Martius e Johann Baptiste von Spix, naturalistas alemães que vieram descobrir por que nesta terra em se plantando tudo dá. Corte para o século XXI e vamos encontrar Isaquias Queiroz, medalha de ouro na prova de velocidade de 500 metros no campeonato mundial de canoagem de Duisburgo, cidade banhada pelo Ruhr. Ele é o índio brasileiro que mostra aos alemães de hoje o…
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- Tóquio 2020


