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Elas exigem respeito

Fortalecidas pelos movimentos de empoderamento feminino, jogadoras de futebol ao redor do mundo se insurgem contra a desigualdade, o preconceito e o assédio

Por Alexandre Senechal8 min de leitura
JUSTIÇA - À esquerda, as jogadoras da seleção dos Estados Unidos cujas camisetas pedem pagamentos iguais. Acima, a norueguesa Ada Hegerberg e, abaixo, as colombianas Isabella (à esq.) e Melissa: agitação fora dos gramados
JUSTIÇA - À esquerda, as jogadoras da seleção dos Estados Unidos cujas camisetas pedem pagamentos iguais. Acima, a norueguesa Ada Hegerberg e, abaixo, as colombianas Isabella (à esq.) e Melissa: agitação fora dos gramados

Não se trata de ir às ruas pelo direito ao voto, para queimar sutiãs ou celebrar a pílula anticoncepcional, nem para dizer que elas podem usar azul — não é nada disso, ou talvez seja a soma de todas essas lutas agora associadas à vitrine do esporte. Liderada pelas jogadoras de futebol, uma fascinante revolução feminina está agitando os gramados. Em todo o mundo, as atletas têm promovido protestos e reivindicações, sempre atrelados a pedidos de igualdade com os atletas masculinos, sobretudo em salários e premiações.

Nos Estados Unidos, um grupo de 28 jogadoras da seleção tricampeã do mundo e vencedora de quatro medalhas de ouro olímpicas entrou na Justiça com uma ação coletiva contra a federação de futebol exigindo paridade de pagamento em relação aos homens. Lideradas pela atacante Carli Lloyd, a melhor do planeta em 2015 e 2016, elas alegam ter recebido pouco mais de 1,7 milhão de…

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